A música e os músicos na igreja  

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Carta do Som do Céu


Nós músicos, artistas e líderes eclesiásticos, cristãos, vindos de várias regiões brasileiras, estivemos reunidos entre os dias 6 e 12 de abril de 2009, no Acampamento da Mocidade Para Cristo do Brasil, dias de comemoração dos 25 anos do Som do Céu, para discutir dois temas principais:
"A música e os músicos na igreja" e "A igreja como promotora de cultura".
(...) Reconhecemos que a música cristã tem ocupado um espaço significativo em nossos dias, tanto na igreja como na sociedade em geral. No entanto, observamos que nem sempre essa participação tem sido coerente com a Palavra de Deus - nosso referencial maior - nem rendido glórias ao Senhor da Igreja. Desejamos, portanto, apresentar à Igreja brasileira a Carta do Som do Céu, sintetizada em 25 pontos, que resume nossas inquetações e propõe ações práticas à Igreja de Cristo Jesus, neste início de século 21.

  1. O artista cristão deve desenvolver o seu dom criativo e submetê-lo exclusivamente aos valores da Palavra de Deus;
  2. Cremos que a arte, na perspectiva da graça comum, é um presente dos céus a toda a humanidade e não está restrita aos cristãos;
  3. Desejamos que haja coerência entre a vida, o ministério e a profissão do artista cristão, cujo discurso deve estar aliado à sua prática;
  4. Esperamos que o artista cristão busque servir a Deus e à sociedade com excelência e integridade, dedicando-se ao desenvolvimento dos talentos e dos dons recebidos do alto;
  5. A igreja precisa estar atenta ao artista cristão como parte do rebanho de Deus e dar a ele a atenção devida, despida de preconceitos, e objetivando a sua formação espiritual e ética;
  6. Esperamos que o artista cristão esteja envolvido em uma igreja local, servindo-o e amando-a como Corpo de Cristo. Deve ser rejeitada a tentativa de desenvolvimento de uma fé individualista e distante da comunidade;
  7. Reafirmamos que a elaboração de textos e letras deve ter embasamento nos valores da Palavra de Deus;
  8. Comprometemo-nos a dedicar atenção e reflexão às canções que são introduzidas no culto de adoração e nas demais atividades da igreja, buscando um repertório equilibrado e consciente e evitando, de todas as formas, que heresias e desvios teológicos adetrem sutilmente em nossas comunidades;
  9. As igrejas, as instituições de ensino teológico e os artistas cristãos devem combater o ensinamento equivocado e amplamente difundido de que louvor e adoração restringem-se à música, ensinando por demosntração e exemplo, que se trata de um estilo de vida que envolve todas as áreas da nossa existência e que a música, assim como outras formas de arte, é expressão legítima de louvor e adoração;
  10. A igreja deve agir como facilitadora na adoração e abrir espaço para que todos expressem seu louvor a Deus;
  11. Esperamos que o músico cristão busque e desenvolva a santidade, vivendo uma vida piedosa, tano no serviço prestado a Deus na igreja, quanto fora dela, em sua atividade profissional;
  12. Rejetamos a dicotomia que faz separação entre o sagrado e o secular e cria espaços estanques na vida do cristão. O Senhor Jesus é soberano e governa todas as instâncias da vida, e, por isso, devemos somente a ele a nossa fidelidade, agradando-o em tudo e rejeitando tão-somente o que ofende a sua glória;
  13. A Igreja não se pode esquivar de sua responsabilidade diante da cultura na qual está inserida; deve mentorear a reflexão e a prática de uma teologia de arte e cultura;
  14. Incentivamos as igrejas a abrir suas dependências para a realização de eventos culturais, como exposições, mostras , cursos, saraus e outras atividades visando à educação, à divulgação e à aproximação da sociedade;
  15. Mesmo entendendo que todo trabalho na igreja é voluntário, podemos honrar com sustento ou remuneração aqueles que se dedicam ao ministério musical, se a comunidade deisponibiliza de recursos para tal;
  16. Entendemos que nossa arte deve encarnar uma voz profética e manifestar em seu conteúdo os valoresdo reino;
  17. Recomendamos que as igrejas promovam encontros de reflexão sobre a utilização das artes no reino de Deus, capacitando os artistas para a realização de seu trabalho;
  18. Incentivamos os músicos a expressar em sua arte a beleza de Deus por meio de uma contextualização e diversidade musical;
  19. Reconhecemos o caráter essencialmente transformador e questionador da nossa arte e não cremos que ela deva estar a serviço do mercado;
  20. Embora os artistas cristãos não se devam render aos senhores da mídia, tornando-se reféns desta, podem utilizar de maneira ética os meios de comunicação como canal para a divulgação de sua arte, proclamando assim, o reino de Deus;
  21. No que se refere ao relacionameno entre músicos e a liderança eclesiástica, encorajamos o diálogo, o respeito e o reconhecimento mútuo de seus ministérios como algo dado por Deus;
  22. Incentivamos que os artistas cristãos busquem perante o Estado e a iniciativa privada recursos para a promoção de sua arte por meio de leis de incentivo à cultura, editais para financiamento de projetos culturais etc.
  23. Encorajamos as igrejas a investir na educação e na formação de artistas;
  24. Propomos que as igrejas e as instituições de ensino teológico incentivem as diversas manifestações artísticas e não somente a área musical;
  25. Compreendemos que o ofício de artista e legítimo como tantos outros, podendo ser exercido pelo artista cristão no mercado de trabalho e devendo ser apoiado e incentivado pelas comunidades cristãs.

Dicionário: artista ar.tis.ta
adj m+f (arte+ista) Aplicador da arte. Engenhoso. s m+f 1 Indivíduo que se dedica às belas-artes. Aquele que faz da arte meio de vida. O que revela sentimento artístico. Artesão, artífice. Dir trab Em face da lei, é o bailarino, músico, artista de teatro, circo e variedades e, mesmo, o atleta profissional, como o jogador de futebol. A. dramático: ator que representa em dramas. Col: elenco, grupo.


São Sebastião das Águas Claras,
9 de Abril de 2009.

Fonte:
Revista Ultimato
anoXLII - nº318
Maio - Junho 2009

Dois absurdos!  

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Na edição de 15 de março da Folha de São Paulo, a cronista Danuza Leão ("Cotidiano", p. 2) afirma que é um absurdo privar moças e rapazes, "com seus hormônios explodindo", de seguir o caminho da natureza. É também um absurdo exigir que os noivos façam aquele juramento de amor contínuo até que a morte os separe.


No dia seguinte, 16 de março de 2009, o médico e escritor Moacyr Scilar, no mesmo caderno do mesmo jornal, imaginou como seriam as coisas se aquela união projetada para durar a vida inteira não fizesse mais sentido numa sociedade em permanente mudança, "sujeita a crises que bagunçam todos os conceitos e todas as crenças". Nesse caso, ao se casarem, os noivos assinariam um documento aceitando o rompimento da relação desde que ela não seja mais do agrado de ambos ou de um deles. "Isso possibilitará a troca simples e automática do cônjuge, sem necessidade de qualquer providência legal".

Na verdade, estamos diante de dois absurdos opostos. Tendo em vista os "hormônios explodindo", a dificuldade histórica e comprovada da monogamia, a pressão numérica dos que pensam e agem de modo adverso, a exposição despudorada de estímulos sensuais, a força da sociedade permissiva e a pesada influência dos meios de comunicação - é mesmo um absurdo sustentar o ensino judaico-cristão da disciplina sexual. O outro absurdo é o caminho contrário: soltar todas as amarras e deixar cada um à vontade frente aos tais "hormônios explodindo". Passa-se a ideia de que não é para legalizar nada. Quem quiser deitar-se com um animal, com uma pessoa do mesmo sexo, com uma pessoa casada, com a mulher de seu proprio pai, com a filha ou nora, com uma criança, faça-o sem problema algum - nem diante da lei, nem diante da crença nem diante da consciência. Vamos seguir o exemplo daquele austríaco que gerou sete filhos da própria filha. Vamos desistir da estreita relação do sexo com o amor, com a família e com a reprodução. Vamos jogar fora a ideia de Deus, a religião, o temor do Senhor e as Escrituras. "Rompamos suas correntes e livremo-nos de suas algemas" (Sl 2.3, AS21).

O pior é que "todo mundo é mal resolvido em sexo (quem diz o contrário, mente)", como assevera o filósofo Luiz Felipe Pondé, o mesmo que acredita na possibilidade da revogação da lei contra a pedofilia em nome dos "avanços contra o preconceito" (Folha de São Paulo, 26/01/09, p. E6). Depois de desfrutar "das delícias dos homens - mulheres em grande número" (Ec 2.8, AS21), o autor de Eclesiastes continua a "correr atrás do vento" (expressão que aparece duas vezes nesse livro do Antigo Testamento).

Não se deve pensar que essa liberação desordenada da explosão hormonal seja uma fato novo na história. Essas anormalidades eram tão frequentes e comuns entre os povos que moravam na Palestina na época de Moisés e do êxodo de Israel do Egito para Canaã (1.500 anos a.C), que o livro de Lvítico está cheio de ordens para proteger a relação sexual predetermidada e sadia. Proibiam-se as relações com a mulher pertencente ao pai, com a irmã, a tia, a nora, a cunhada, a filha ou neta de uma mulher com a qual já teve relações, a mulher do outro, outra pessoa do mesmo sexo e com animais (Levítico 18). A relação homossexual é chamada de algo de algo detestável ou abominável aos olhos de Deus (Levítico 18.22). Porque havia casos de zoofilia na cultura da época, os israelitas deveriam saber: "Ninguém, homem ou mulher, deverá ter relações com um animal; isso é uma imoralidade, e a pessoa fica impura" (Levítico 18.23, NTLH).

É muito mais seguro ficar com o "absurdo" das relações sexuais lícitas do que com o absurdo das relações sexuais ilícitas!


Fonte:
Revista Ultimato
anoXLII - nº318
Maio - Junho 2009

Meu animal interior  

Posted by: Juventude Maranata Méier


Acredito que quase todos já ouvimos ou lemos aquele provérbio que fala que dentro de nós vivem dois cães: um mal e outro bom. No decorrer dessa história é perguntado qual dos dois sobreviverá e é respondido que viverá aquele que for melhor alimentado.
Está aí uma verdade: todos temos um animal que vive dentro de nós, que é justamente a nossa própria natureza pecaminosa, aquela que nos leva a fazermos coisas que mesmo sabendo que não são certas, boas ou agradáveis acabamos praticando. O interessante é que isso está muitíssimo bem retratado por Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, em Romanos 7: 14-15: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.”
Diante disso, o melhor que temos a fazer é compreendermos que somos imperfeitos e entendermos de uma vez por todas que inevitavelmente erramos, pecamos, agimos contra nossa vontade. E não adianta simplesmente nos deprimirmos achando que não somos nada e não merecemos nada, portanto, nem adianta lutar. Aí está um grande problema: diante desta constatação muitos se entregam de vez ao pecado e pensam que não têm mais salvação.
Mas aí é que vem a outra parte da história: Jesus Cristo, através de seu sacrifício e ressurreição, nos concede o perdão e a salvação por meio de sua graça redentora, e é justamente por Ele e com Ele que conseguimos força pra “alimentar o cão certo” (mesmo que em algum momento coloquemos a comida na tigela errada).
“Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes mortifico o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” 1 Coríntios 9:26-27
Colocando isso na prática é fácil percebermos como ficamos em conflito e não aplicamos essa verdade em nossas vidas.
Um exemplo disso pode ser justamente uma pessoa que é viciada em pornografia ou em masturbação, ou tenha qualquer outro vício. Durante anos ela alimenta esse vício, diariamente. Em um determinado momento ela adquire a consciência do seu erro, de seu pecado, e passa a “aborrecer o que faz”. O maior erro é essa pessoa achar que basta ela dizer que nunca mais fará isso que, como num passe de mágica, tudo mudará.
Gente, foram anos e anos de alimento diário para esse “cão”, ele está bem alimentado, vitaminado e forte. Não morrerá de uma hora pra outra. Será necessário um certo tempo de luta e mortificação da própria carne, diariamente também, para se alcançar a libertação tão desejada.
É como a filosofia adotada pelos Alcoólicos Anônimos: um dia de cada vez. Todo viciado que passou pelo processo de desintoxicação do corpo sabe que ele será “viciado” para o resto da vida, porque o desejo de querer usar a droga estará em sua carne, mas a vontade maior de ser limpo e ficar limpo é que lhe dará forças pra não recair, e mesmo que nesse processo aconteça alguma recaída, ele levantará a cabeça e se manterá no foco maior: continuar limpo.
Assim somos nós com nossos vícios, independente da área, pornografia, masturbação, fornicação etc. Que você passa buscar em Deus forças para mortificar diariamente a sua carne, combatendo aquilo que você sabe que é o “cão mal” que vive dentro de você, pois Deus é maior para te fortalecer. Ele sabe que você é carnal, vendido sob o pecado, mas que também é (ou pode vir a ser) resgatado desse estado por meio do sacrifício de Cristo.
Não desanime no seu combate. Ele faz parte de nossa vida, assim como também faz parte de nós o amor libertador, fortalecedor, renovador e incondicional de Deus.
E se me permite, vou registrar aqui alguns conselhos que a sexóloga da SexxxChurch, Sâmara Baggio, nos fala para te ajudar no combate àquilo que te faz pecar:
“Como o grupo AA, existe a consciência de que a luta contra o alcoolismo nunca está totalmente vencida, basta um dia de cada vez. Muitas pessoas desanimam por que acreditam que com uma simples oração tudo pode se resolver, e eu não quero aqui reduzir o poder milagroso de Deus. Eu quero enfatizar que tudo na vida tem início e para chegar a um fim houve um processo de dias, meses ou anos e não será de uma hora para outra que este processo alimentado terá fim. Deve haver perseverança, determinação, temor a Deus e respeito a si próprio. Se caiu, levante e continue, não regrida!!! Se transou com a namorada e entende que isso é fornicação, ore, converse, estabeleça metas e pare de ficar sozinho com ela. Se há masturbação, não fique muito tempo sonhando acordado, não fique sozinho no quarto ou no banheiro, não veja site pornô, não veja cenas que provoquem excitação sexual, lembre-se que sexo é para ser desfrutado a dois e não é um ato egoísta e veloz e lembre-se que não deve fazer dos seus membros (mente, corpo, mãos) instrumentos de iniqüidade. Seja forte!”

fonte: www.sexxxchurch.com

Você pode ser sábio e ter compreensão.  

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Provérbios 9:10
'' Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Se você conhece o Deus Santo, entãov ocê tem compreensão das coisas''

Você já viveu uma situação em que se sentiu contra a parede e em que você não tinha a mínima idéia do que fazer? Já precisou tomar uma decisão sobre uma situação complicada e problemática, mas o problema era maior do que sua capacidade de para resolvê-lo? Nessas horas é que você precisa ser sábio. Vocêprecisa olhar para as coisas da perspectiva de Deus e saber o que fazer - isso é sabedoria. Você sabe que precisa dela, mas como a adquirir?
Provérbios 9.10 diz que o começo da sabedoria é temer a Deus. Ora, temer não significa ter medo de Deus, mas respeitar e honrá-lo por tudo o que ele faze pode fazer. Temer a Deus significa confiar nele e ter certeza de que Ele ajuda você a tomar decisões e resolver problemas. Sabedoria é um presente de Deus. Ele dá sabedoria pela confiança que você coloca nEle.
O versículo continua e diz que para ter compreensão você precisa conhecer ''O Deus Santo''. Conhecer a Deus é algo muito mais profundo do que saber coisas sobre Deus. Conhecê-lo não acontece da noite para o dia, e nunca alguém irá conhecê-lo completamente. Deus se dá a conhecer na Bíblia Sagrada. Pelo estudo dela, você vai conhecer Deus cada vez melhor, e ele vai dar compreensão a você. Confie em Deus e você será sábio. Conheça a Deus e você terá compreensão.

Daniel 2:21
''é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; Ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.

Efésios 1:17
''para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele,''
Tiago 3:17
''A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.''

Apenas palavras?  

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Provérbios 15:1-7
''1 A resposta delicada acalma o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva.
2 As palavras do sábio tornam o conhecimento atraente, mas o tolo só diz bobagens.
3 O SENHOR Deus vê o que acontece em toda parte; ele está observando todos, tanto os bons como os maus.
4 As palavras bondosas nos dão vida nova, porém as palavras cruéis desanimam a gente.
5 Quem despreza o que o pai ensina é tolo, mas quem aceita a sua correção é sábio.
6 Na casa do homem direito há muita prosperidade, mas o lucro dos maus traz dificuldades.
7 Quando os sábios falam, eles espalham conhecimento, mas isso não acontece com os tolos. ''


O bem e o mal estão na ponta da língua e por meio de nossas palavras podemos conforar ou incomodar alguém. É preciso buscar sabedoria no falar, pois bênção e maldição estão em poder da língua. Por meio do que falamos, construímos ou destruímos relacionamentos. Quando alguém fala de forma agressiva conosco, semearemos paz se dermos uma resposta branda e em muitos casos é melhor ficar de boca fechada do que falar o que não se deve. Muitas discussões e até agressões seriam evitadas se as pessoas simplismente não revidassem e ficassem calados ao invés. É preciso tomar muito cuidado para não ofender as pessoas.

É muito difícil conquistar a amizade de alguém que está ofendido. Alguns dizem que não conseguem ficar calados porque porque são sinceros, mas quando falamos demais, não demonstramos sinceridade e sim impaciência, ignorância e arrogância. Há um provérbio que diz: ''Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto.'' (Pv 17:28).

Quem muito fala prejudica a si mesmo e é por meio do que falamos construímos ou destruímos a vida. Por exemplo, com nossas palavras podemos arranjar um casamento ou promover uma separação, um emprego ou uma demissão, educar nossos filhos ou provocá-los à ira. Faremos alguémrir ou chorar. Uma palavra de motivação desperta talentos. Palavras de desânimo podem levar alguém à depressão. Portanto, se há algo com que devemos nos preocupar, é a nossa língua.

Em Tiago, a Bíblia faz uma série de comparações para incentivar-nos a usá-la com cuidado. Tiago chega a dizer que a língua é como uma fagulha que pode pôr fogo em uma floresta inteira, como um animal bravo impossível de ser domado. E lança um desafio dizendo: se não tropeçarmos no falar, seremos também de controlar o restante do nosso corpo, alcançando a maturidade.

Eis um grande desafio: Controlar a língua!

Salmos 141:3
''Ó SENHOR, controla a minha boca e não me deixes falar o que não devo!''

Adaptado: Pão Diário Rádio TransMundial (19 de maio)

Vida escondida em Deus  

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É estranho a nossa sociedade pensar em viver uma vida escondida, pois uma das maiores referências de nosso tempo é a fama.
Pessoas não desejam "vida escondida", mas uma vida "de visibilidade", sob os holofotes da mídia.
Infelizmente tal mentalidade secular penetra sorrateiramente, no terreno religioso.
Quantos estão falando de Cristo com o intuito de autoglorificação?

"Saiba, porém isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos..." II Tim 3.1, 2

Já estamos sentindo as dores deste tempo trabalhoso.
Não afirmo, com isto, que quem aparece na mídia está querendo a autoglorificação. Porém a meta de alguns homens, mesmo fazendo a obra de Deus, é da fama pela fama.
O viver cristão, é um viver humilde. Só anda ao lado de Deus quem caminha com humildade.

"Que o Senhor pede de ti senão que (...) andes humildemente com teu Deus" Mq 6.8

O viver cristão é um viver escondido em Deus.
Observe o que escreveu Paulo: "...e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" Cl 3.3
Paulo não escreveu que Deus está escondido em nós, mas escreveu que nós estamos escondidos em Deus.

"Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." Gl 2.20

Portanto, quem deve brilhar, e aparecer em nossas vidas é o Senhor.
Que as pessoas vejam as nossas obras, mas glorifiquem ao nosso Pai Celestial.
O mesmo espírito de humildade que esteve em João Batista esteja em nós: "É necessário que Ele (Jesus) cresça e eu diminua" Jo 3.30
Portanto que o Senhor Jesus apareça e nós fiquemos escondidos.
É necessário pontuarmos que, quando falamos em vida escondida, não nos referimos a uma vida "reclusa", "isolada", ou "monástica"; porque se assim fosse, deixaríamos de ser sal e luz da terra.
A vida, porém, é oculta em Deus, e isto não significa ser uma vida encoberta do próximo.
O viver escondido em Deus significa que o viver na carne é Cristo vivendo em nós; quem se manifesta agora em nós é Deus. E, quando a nossa vida se manifestar, seremos semelhantes a Jesus, porque só assim poderemos vê-Lo.
Leiam I Jo 3.

Pr.Eber Jamil
Boletim Informativo Ágape
Edição 05 - Maio.2009

Quem sou eu, em CRISTO?  

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SOU ACEITO


Jo 1:12 - Sou filho de Deus (ao crermos recebemos o direito de sermos filhos).
Jo 15:15 - Sou amigo de Cristo.
Rm 5:1 - Já fui justificado.
I Co 6:17 - Estou unido com o Senhor e sou um com Ele em espírito.
I Co 12:27 - Sou membro do corpo de Cristo.
Ef 1:1 - Sou santo.
Ef 1:5 - Fui adotado como filho de Deus.
Ef 2:18 - Tenho acesso direto a Deus por meio de Cristo e do Espírito Santo (sou aceito, amado e bem vindo).
Cl 1:14 - Fui redimido e perdoado de todos os meus pecados.
Cl 2:10 - Sou pleno em Cristo (perfeito, ou seja, alcancei a salvação completa, tenho tudo em Cristo não preciso fazer mais nada).

SOU SEGURO

Rm 8:1,2 - Estou livre de condenação.
Rm 8:28 - Tenho garantia e que todas as coisas cooperam para o meu bem.
Rm 8:33 - Estou livre de quaisquer acusações feitas contra mim.
Rm 8:35 - Nada pode me separar do amor de Deus que está em Cristo.
Cl 3:3 - Estou escondido com Cristo em Deus. (Quando estou com o pensamento nas coisas lá do alto, não peco).
Fp 1:16 - Estou confiante de que a boa obra que Deus começou em mim será completada.
Fp 3:20 - Sou cidadão do céu (marchando firme no propósito de Deus).
II Tim 1:17 - Não me foi dado espírito de timidez ou covardia, mas de poder, fortaleza, de amor, de moderação e equilíbrio.
Hb 4:16 - Posso encontrar graça e misericórdia na hora da necessidade (posso me aproximar do trono).
I Jo 5:18 - Sou nascido de Deus e o maligno não pode me tocar, quando estou no abrigo do Altíssimo.

SOU SIGNIFICANTE

Mt 5:13 - Sou o sal da terra e luz do mundo.
Jo 15:1,5 - Sou uma vara da videira, um segmento da vida de Deus.
Jo 15:16 - Fui escolhido e designado para dar fruto.
At 1:18 - Sou uma testemunha pessoal de Cristo.
I Co 3:16 - Sou um santuário de Deus.
II Co 6:1 - Sou cooperador de Deus.
Ef 2:6 - Estou assentado com Cristo nas regiões celestiais.
Ef 2:10 - Sou feitura de Deus.
Ef 3:12 - Posso me aproximar de Deus com liberdade e confiança.
Fp 4:13 - Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

Pr.Fernando Thomaz
Boletim Informativo Ágape
Edição 05 - Maio.2009

O que é a fé?  

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O que é a fé? — pessoas me perguntam.

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem” — é o que define o livro de Hebreus.

Entretanto, parece que tal definição não cobre o todo da fé para alguns. Isso porque aparentemente falta à definição o sentido da fé como concordância com a doutrina e como perseverança na tribulação. Para outros, os que crêem que fé é também dúvida, a definição de Hebreus jamais é citada, posto que lhes pareça ser excessivamente simples ou simplista.

A fé, porém, é certeza de esperanças e certeza da existência do que não é apreendido pelos sentidos imediatos, seja para perseverar, seja para andar contra tudo... sem perder a esperança jamais.

O homem de fé pode duvidar, como não raro acontece. Mas é o homem quem duvida, não é a fé que carrega a duvida.

Jesus disse que existe muita fé e pouca fé!

Nunca vi fé como esta” — disse Ele acerca do Centurião Romano.

Por que duvidaste, homem de pouca fé?” — indaga Ele a Pedro.

A pouca fé é a fé emocional e momentânea, é a fé que vai porque está acontecendo... Mas quando as “ondas” aparecem, então, com a aparição vai a fé...

Já a muita fé é aquela que não duvida uma vez que tenha visto em Quem crê, à semelhança do Centurião, que não precisava de nada mais próximo ou tátil, pois, cria que Jesus era o que Havia [Há]... acima de tudo e todos.

O pai da fé é Abraão.

Ora, por que Abraão é o pai da fé se não porque ele creu no amor de Deus e na vontade bondosa de Deus apesar de tudo?

Paulo diz que Abraão é o pai da fé por ter crido, na prática, na Ressurreição antes de ela acontecer. E assim levou seu filho para ser imolado, crendo que Deus era poderoso para reavê-lo dentre os mortos.

A fé não é, todavia, fé em si mesma, não é fé na fé.

Fé na fé é crença, não é fé.

Fé na fé é mágica, mas não é fé.

A fé não é em si mesma, mas se projeta para além de si.

A fé na fé vai bem enquanto o que nos cerca é contornável, mas quando deixa de ser, então, tal fé não suporta o embate com a realidade.

Em Jesus, no Seu ensino nos evangelhos, a fé não é uma elaboração intelectual e ou filosófica.

Em Jesus a fé é uma dádiva do Pai aos simples de coração, aos que não se deixaram cegar pelas forças das razões fundadas no poder do homem, no seu entendimento ou nas suas decisões.

Para Jesus a fé era para quem queria..., não para quem discutia.

Não vemos Jesus jamais tentar provar a fé com argumentos.

Ele fazia. Quem cria aproveitava. Quem não cria não tinha ajuda de explicações.

Não dá pra criar fé. Dá pra criar crença. Mas fé não é obra do homem, é graça de Deus aceita pelo coração sem resistência.

A verdadeira fé, portanto, só se estabelece em mim quando minhas razoes cessam de guerrear com a Palavra feita carne em Jesus.

Posso não entender mais nada no Universo. Mas creio que Jesus é Deus.

Ora, se é assim comigo, na mesma hora o Universo e a existência começam a se fazer mais simples para o meu entendimento, ainda que eu não possa explicar muita coisa.

Afinal, quem crê na Ressurreição dos mortos não tem razão para temer mais nada e nem para duvidar de coisa alguma.

Assim, a fé não fecha a mente, mas a abre para mais possibilidades inusitadas e impensáveis.

Por hoje é só.

Outra hora continuo...
Nele, em Quem creio,

Caio Fábio
24 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

Uma reflexão Bíblica no dia das Mães  

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"Na sua sabedoria Deus uniu a força bruta com a beleza e a isso chamou de casamento.


O Senhor traz sua bênção aos que o reverenciam por meio da missão da mulher dentro do lar: "Deus faz o solitário viver em família, liberta os presos e os faz prosperar; mas os rebeldes habitam em terra árida" - Salmos 68.6.

Nem todos os maridos que possuem intimidade com Deus possuem a força física extremada, mas todas as esposas que permanecem diante do Senhor têm uma força interior que vem do céu.

Referindo-se às esposas, a Palavra de Deus revela algo especial: a mulher sábia edifica a sua casa juntamente com Deus (Salmo 127.1; Provérbios 14.1). Nestes versículos, a referência não são ao cimento e tijolos, é à casa no sentido de matrimônio e família.

A força bruta levanta muros, mas não é edificante espiritualmente. De nada adianta muitos pelotões de vigilantes armados guardarem toda uma cidade, se não existirem mulheres com Deus edificando-a.

Eva, a primeira esposa e mãe na História da Humanidade, teve seus momentos de sábia e tola. Dos momentos em que foi uma mãe na presença de Deus as consequências foram os filhos Abel e Sete, que agradaram ao Senhor. E dos momentos distantes do Criador (tempos de tolice) o resultado foi a baixa qualidade da vida de Caim.

Jesus fez uma comparação de si mesmo se comparando às mães protetoras. Disse: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes eu quis ajuntar teus filhos, como a galinha ajunta seus filhotes debaixo das asas, e não quisestes. A vossa casa ficará abandonada" - Mateus 23.37-38. Devido ao descaso dos israelitas para com Jesus, o Templo e a nação de Israel foram assolados em 70 d.C. De igual forma, os filhos que desprezam suas mães, perdem a proteção de Deus e passam por grandes dificuldades (Provérbios 15.20, Efésios 6.1-4)

O marido sábio consegue discernir o papel importante que sua esposa possui no seu casamento. Ele não deixa que o machismo atrapalhe a missão espiritual da sua mulher. Quando o homem apóia a missão feminina, ele só tem a ganhar, deixa de ser um opositor da Obra de Deus dentro do seu próprio lar (Provérbios 11.29; 12.4; 18.22; Efésios 5.25-28).

A igreja, a cidade, o país são compostos por famílias. Corretamente é dito que as famílais são células da sociedade.

A estrutura da sociedade é reflexo da influência das mulheres como esposas e mães. O bom e o mau vizinho, as igrejas, e todos os governos do mundo um dia foram embalados por uma mãe."