Líder contesta autor ateu
Não quero discutir aqui a revelação bíblica. Não tenho nenhuma incerteza sobre ela. Minha reflexão é no campo filosófico até porque Richard Dawkins é aclamado pela crítica como um grande pensador, que apresenta argumentos considerados o suprassumo do pensamento humano sobre Deus, contra os quais não haveria quem o pudesse contestar. Mas não é isso que percebo. Se o ateísmo que Richard Dawkins professa é esse estampado no ônibus, ele embarcou então numa canoa furada e acabou por reconhecer que descrer da existência de Deus é um salto no escuro.
Sem entrar nos pormenores científicos da publicidade, uma propaganda precisa pelo menos apoiar-se em três pilares: expressar uma convicção, ainda que nem sempre verdadeira (“este produto não falha”), criar uma necessidade em quem recebe a mensagem (“esse produto é exatamente o que preciso) e estimular o cliente a adquiri-lo (“preciso comprar o produto o mais depressa possível”). Mas a propaganda lançada em Londres e firmemente apoiada por Richard Dawkins vai na contramão desses princípios primários.
Ela não expressa convicção, mas, ao contrário, gera incerteza pela forma duvidosa como a proposição foi construída. Por força disso, estabelece uma probabilidade a partir do momento em que o advérbio empregado – provavelmente – não garante a inexistência de Deus como fato assegurado. Ora, como posso ter certeza, se a probabilidade é a força do argumento? Como acreditar em algo que se apresenta como duvidoso? Como crer numa mensagem que desacredita de si mesma?
A partir do momento em que a campanha não expressa convicção, o segundo princípio fica prejudicado. A necessidade deixa de ser criada. Creio que nenhum cliente terá coragem de adquirir um produto que se apresente como “provavelmente bom”. Ninguém vai empregar recursos e correr o risco de ter em mãos algo, que, antes mesmo de ser adquirido, não lhe dá nenhuma segurança. Como descrer da existência de Deus se isso é uma probabilidade, como afirma a propaganda?
Se o segundo princípio já ficou prejudicado, o terceiro mais ainda. Acredito que as pessoas não se interessarão pelo produto, se não forem convencidas de sua utilidade. Quem se atreveria a comprar o que está sendo anunciado, se os próprios anunciantes põem a sua validade no terreno hipotético? Só mesmo quem estivesse disposto a frustrar-se mais adiante ao perceber que comprou gato por lebre. Ou seja, o que a propaganda contra a existência de Deus subentende é que podemos quebrar a cara, se acreditarmos nela.
No entanto, o ponto mais vulnerável da campanha é que, ao pôr a existência de Deus no terreno da probabilidade, ela admite, por outro lado, a probabilidade da sua existência. Explico-me: se a inexistência de alguma coisa é admitida como provável, essa afirmação presume também a possibilidade de sua existência. Assim, mesmo que o slogan tenha como propósito desmoralizar a crença em Deus, deixa pressuposto, com o acréscimo do “provavelmente”, que Deus, de fato, possa existir.
Aqui entra em cena outro raciocínio. Se algo me é apresentado com prováveis qualidades e ele possa me acarretar danos, caso, ao adquiri-lo, essas qualidades não sejam encontradas, é óbvio que de pronto vou rejeitar o produto. Lembro-me daquelas velhas placas que existiam em nossas rodovias: “Na dúvida, não ultrapasse”. Não as vejo mais, seria bom que voltassem. Que mensagem passavam? Caso ainda persistam as dúvidas quanto à ultrapassagem, embora naquele trecho da rodovia não haja restrição alguma, permaneça na sua faixa, pois poderá correr o risco de um acidente.
Não faz muito tempo alguém comprou um medicamento receitado pelo médico, cuja bula enumerava uma série de efeitos benéficos para a erradicação da enfermidade. Mas ao final havia uma advertência: “Esta medicação pode ser potencialmente fatal para o ser humano”. Ou seja, corre-se grande risco ao tomá-la. Aí quem decide é o paciente. Ele é quem terá de medir a relação custo/benefício e arcar com as conseqüências, caso, ao tomar o remédio, sofra algum dano fatal.
Chego à conclusão.
Considerando que, se até mesmo na propaganda ateísta, os ateus duvidam do ateísmo;
Considerando que, ao pôr a “crença” ateísta no terreno hipotético, como um salto no escuro, os ateus admitem a probabilidade da existência de Deus;
Considerando que desacreditar da existência de Deus, como propõe a duvidosa campanha publicitária, pode acarretar danos no presente e no futuro;
Considerando que, como pressupôs no campo filosófico Blaise Pascal, é melhor acreditar na existência de Deus, pois, caso não se venha encontrá-lo, não se perderia nada;
Proponho:
Creiamos no que diz a revelação bíblica, que declara: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”, Hebreus 11.6
Com isto em mente, sugiro ainda a seguinte campanha aos quatro quantos do mundo:
“Deus existe. Aproveite a vida... com Deus”.
A graça de Deus é a unica garantia de que somos aceitos em Deus.
A dedução filosófica de André Comte-Sponville sobre a graça surpreende pela lucidez, já que ele é ateu convicto.
Parece compreender o conceito de graça melhor que alguns cristãos modernos (as pedras clamando?):
O amor que Deus tem por nós, segundo o cristianismo, é ao contrário perfeitamente desinteressado, perfeitamente gratuito e livre. Deus nada tem a ganhar com ele, já que é infinito e perfeito, mas ao contrário se sacrifica por nós, se limita por nós, se crucifica por nós sem outra razão a não ser ele mesmo se renunciando a ser tudo. De fato, Deus não nos ama em função do que somos, que justificaria esse amor, porque seríamos amáveis, bons, justos (Deus também ama os pecadores, foi inclusive por eles que deu seu Filho), mas porque ele é amor e o amor, em todo caso, não necessita de justificação. "O amor de Deus é absolutamente espontâneo", escreve Nygren. Ele não procurou no homem um motivo. Dizer que Deus ama o homem não é anunciar um julgamento sobre o homem, mas sobre Deus. Não é o homem que é amável; é Deus que é amor.
No cristianismo, o amor não é dado aos que já são dignos. Ao contrário, ele quer bem ao que nada vale e lhe outorga valor. A graça habilita o amor de Deus de se expressar sem exigir absolutamente nada. "O homem amado por Deus não tem nenhum valor em si; o que lhe dá um valor é o fato de Deus amá-lo."
Fonte: Do livro É proibido. O que a Bíblia permite que a igreja proíbe. De Ricardo Gondim.
O que você tem?
Posted by: Iva Toledo in Aflição, bíblia, Cristo, Deus, Milagre, Segurança, Sofrimento
Na bíblia vemos várias vezes essa pergunta. Geralmente acontece quando alguém esta precisando de algo, algum milagre, alguma multiplicação. Em II Reis 4: 1 a 7, temos o relato da viúva que procurou Eliseu pedindo ajuda.
II Reis 4
1) Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao Senhor. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos.
2) Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3) Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas.
4) Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia.
5) Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.
6) Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou.
7) Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto.
A mulher estava desesperada, porque se encontrava numa situação de angustia e aflição; ela tinha acabado de perder o marido, e inevitavelmente iria perder seus filhos. Geralmente, quando acontece conosco alguma situação de desespero, e nos vemos sem saída, a nossa tendência é a de achar que ninguém sofre como nós.
Quando Eliseu perguntou à viúva: O que tens? (2), ela deve ter pensado: "este homem está doido", "Eu peço ajuda e ele me pergunta o que tenho!".
O fato é que sempre temos algo, e pelo fato de ser pouco ou mínimo, a nossa tendência é de segurar e guardar esse pouco. Na verdade é algo natural do homem, e do seu instinto de sobrevivência. Sempre lembro da historia do bombom e da caixa de bombons, quando é oferecido a um menino um bombom, mas se ele devolvesse esse bombom, na semana seguinte ele teria uma caixa. Como o menino não estava vendo caixa nenhuma ele preferiu ficar com um único bombom.
Talvez a viúva segurava esse pouquinho de azeite como seu bem mais precioso. O velho ditado: " É pouco mas é meu". Mas Eliseu estava "vendo" a caixa de bombons e não apenas um bombom. Talvez na hora que derramou o resto de azeite numa vasilha ela pensou que lá se ia a ultima gota de esperança. Mas é nesse momento que Deus entra na historia. Na hora em que nos desprendemos da segurança humana, do pouco que conseguimos enxergar. Ele se move, Ele age. Na primeira multiplicação dos pães acontece algo semelhante:
Mc 6
38) E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes.
39) Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde.
40) E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinqüenta em cinqüenta.
41) Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos repartiu também os dois peixes.
42) Todos comeram e se fartaram;
43) e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
44) Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.
Os discípulos tinham "pouco" enquanto enxergavam apenas humanamente falando. A débil segurança de uma refeição apenas (e mal dava) para eles. Mas Jesus enxergava uma multidão faminta sendo saciada e satisfeita. O interessante é que depois do milagre sobraram doze cestos cheios (um para cada discípulo), ou seja, o bombom transformado na caixa de bombons. O que eles tinham talvez nem teria saciado os doze, mas uma vez colocado na mão de Deus, a multidão se saciou e os discípulos se fartaram de comida.
Eliseu disse para viúva: "vivei do resto!" ( II Reis 4:7). Primeiro vem o compromisso, pagar a divida, saciar a multidão, dar para Deus. Depois podemos recolher o resto do azeite (que da para se sustentar), ou os doze cestos cheios, ou a caixa de bombons.
Eu tenho viajado muito, e tenho visto muitas coisas absurdas, como crentes inadimplentes, que dão cheques sem fundo, que não pagam suas dividas, mas falam de vitória, de milagre, de benção. Ai compram seus celulares de ultima geração, e não abrem mão do bombom, nem do peixe, nem do azeite. Eles seguram o que tem, em detrimento de outros. Se a viúva estava devendo, precisava pagar. Os credores não são inimigos, são apenas credores. Se Jesus quer alimentar a multidão com aquilo que nós temos, isso é uma divida nossa a partir desse momento. Se segurarmos o pouco que temos de maneira egoísta, nunca vamos ver a mão multiplicadora de Deus em nossas vidas. Mas se colocarmos nas mãos dele, além de abençoar outros também seremos abençoados. Eu não estou falando de fazer barganhas baratas para obtermos lucros. Mas se obedecermos os princípios de Deus, nunca vai faltar azeite em nossas vasilhas.
Pv 19:17 Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta,e este lhe paga o seu benefício.
É tão maravilhoso servir o Senhor, porque Ele sempre nos desafia, Ele sempre esta visando tratar com nosso caráter, com nosso egoísmo, com nossos padrões egocêntricos. Mas no fim nós somos abençoados.
Na verdade Deus não precisa dos nossos pães e peixes para alimentar alguém. A verdade é que somos nós que precisamos dar. Porque é melhor dar do que receber.
Paz para teu coração.
Jorge Russofonte: ministeriotrio.com.br
Todas às vezes que estou na Alemanha meu coração é compungido, pois, vejo e creio que existem promessas maravilhosas para esta Nação. No último dia da conferência que participei, acordei pensando no texto de Êxodos 33, onde Deus chama Moisés e o ordena a entrar na terra que tinha prometo dar a Abraão e aos seus descendentes, terra essa que manava leite e mel e para os guiá-los mandaria um anjo à frente do povo. Tenho pregado muito sobre tomar nações e povos para o Senhor, mas preciso lembrar que não existe herança que valha a pena possuir sem a presença Senhor.
Percebo que muitos estão ouvindo somente a parte do possuir a Terra Prometida, mas, a segunda parte que fala em seguir a presença do Senhor tem ficado em segundo plano. Com freqüência, vou a reuniões onde vejo sinais, alegria e cura, mas parece que falta algo. Muitas vezes os ministros não percebem essa ausência, pois, existem mel e leite, e a terra é linda. Entretanto aqueles que são enamorados com o Senhor, não se satisfazem com "coisas" se a presença do Senhor não estiver no meio. Vitória só é vitória se temos Ele para celebrarmos juntos. Do que adianta os despojos da batalha se não tenho minha família para compartilhar, do que adianta conquistar reinos se quando volto para casa não tenho ninguém me esperando?
O mesmo pensamento serve para os ministérios, podemos alcançar as nações e fazer muitos milagres, contudo, se durante o caminho não tivermos os braços do Pai para abraçar voltaremos para casa vazios. Não abro mão da presença manifesta de Deus. Posso estar em reuniões onde nenhum milagre aparente acontece, mas, se a nuvem da presença e o fogo do Senhor estiverem presente, isso já é o suficiente. Se tivesse que escolher entre os sinais e a presença, sem dúvidas escolho o Senhor. Quando escolhemos a Ele os sinais vão acontecer, pois, a presença do Senhor e simplesmente maravilhosa.
Judson de Oliveira
Fonte: www.juda.com.br
O que esta geração está esperando encontrar na igreja?
Posted by: Iva Toledo in Adoração, Amor, Deus, Igreja
Essa é uma pergunta que preocupa aqueles que estão pensando e trabalhando com a nova geração, pois o que encontramos ultimamente na igreja é algo que não desejamos nem para a nossa geração! Será que vamos querer que a nova geração tenha contato com a politicagem, disputas, inimizades, visão distorcida do Reino que encontramos em algumas igrejas?
Precisa ficar claro para essa geração, em relação a igreja, o que disse Philip Yancey: "A igreja existe, não para oferecer entretenimento, encorajar vulnerabilidades, melhorar a auto estima ou facilitar amizades, mas, para adorar a Deus. Se falharmos nisso, a igreja fracassa".
Levá-los a entender que nesse local chamado de igreja pode-se encontrar Deus, descobrir as necessidades que o meu próximo tem e um lugar aonde existe Graça.
A igreja que falará para essa geração é aquela que oferece mais diversidade do que uniformidade, mais alcance para fora, do que isolamento e mais, mais muito mais graça do que listas e leis.
A igreja que atrairá a nova geração não será a igreja S/A, a igreja empresa, a igreja instituição financeira e sim aquela que age e funciona como uma família, que tem uma visão e postura de acolhimento.
A igreja que com certeza eles esperam encontrar não é aquela que os discriminam que os acusam de tudo, que não enxerga a dor e as necessidades que trazem, mas aquela que cuida e acolhe os que estão sobrecarregados de dores e questionamentos que tem uma visão terapêutica e prática.
Os plantadores de igrejas, as agências missionárias, os visionários e os que amam a igreja, precisam urgentemente buscar desenvolver projetos de plantação de comunidades que se tornem em um lugar aonde se exercite a misericórdia, um lugar onde a vida é devolvida, onde se demonstra um amor apaixonado por Deus, onde exista descanso e alivio, mas aonde também exista espaço para dúvidas e crises. Um lugar de saúde e vida, um lugar da cruz. Lugar aonde essa geração viva como corpo.
Que possamos nos tornar em facilitadores e em pessoas que conduzam essa geração para uma comunidade, que segundo Philip Yancey é o lugar onde posso dizer, sem vergonha alguma: "Não preciso pecar, preciso de outro pecador".
Quem sabe, juntos, possamos nos ajudar a prestar contas um ao outro e nos manter no caminho certo!
Que as portas sem abram para eles!
Fonte: www.tribalgeneration.org

A Bíblia o ocupa a primeira posição na lista dos livros mais vendidos, vendendo anualmente mais de 100 milhões de exemplares. Um jornalista fez o seguinte comentário:

Eu amo Jesus. O que me deixa maluco são seus seguidores. Para ser sincero, não gosto de muitos cristãos. Note bem, eu não disse “alguns” cristãos; eu disse “muitos”. Não gosto deles — não gosto mesmo, nem um pouquinho. Por várias vezes, prefiro andar com gente doida, profana, incrédula e perdida do que com aqueles que se dizem cristãos, mas, na verdade, são fariseus de mente limitada e metidos a críticos.
Tenho um amigo que é pastor de uma grande igreja. Certa vez, durante uma entrevista, ele disse ao repórter que orava seis horas por dia. O jornalista, muito impressionado, perguntou por que ele orava tanto tempo. O pastor respondeu, com toda franqueza: “Minha igreja é muito grande, e odeio muitas pessoas que fazem parte de-la. Preciso orar seis horas por dia para que Deus me ajude a amá-las”.
Gostaria de amar todos os cristãos, mas não consigo. E vou enumerar algumas razões pelas quais isso acontece.
Não gosto de muitos cristãos pela capacidade que possuem de ser terrivelmente críticos. Eles assumem aquela pose do tipo sou-mais-santo-que-você e se consideram melhores do que todo mundo. Brigam e discutem pelos motivos mais ridículos.
• “Você está lendo a versão errada da Bíblia.”
• “O estilo de louvor de sua igreja é sem graça.”
• “O ensino sobre o Antigo Testamento é insuficiente.”
• “Por que não prega mais sermões expositivos?”
• “Sua igreja deveria realizar mais trabalhos evangelísticos.”
• “Você é por demais evangelista, devia se preocupar mais com o discipulado.”
Esses especialistas em igreja costumam ser os mesmos que não sabem dizer o nome do vizinho não-cristão. Aaaarghhh! Fico doen-te com esse tipo de gente. E quando o tema da conversa ultrapassa as questões da igreja, a coisa é ainda pior:
• “Evangélicos só devem assistir a filmes cristãos, que não são violentos.” (Adorei ver a cara dessas pessoas quando A paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi lançado.)
• “Quem ouve música do mundo vai para o inferno.”
• “Cristão não faz tatuagem.”
• “Os Teletubbies são coisa do Diabo.”
• “Cristão de verdade não vai à Disney.”
Não consigo imaginar Jesus escrevendo frases como essas no chão.
Outro tipo que faz meu estômago revirar é aquele pregador fu-rioso: “Se você não se converter, vai queimar no inferno, pecador!”. Por experiência, posso dizer que os pregadores nervosinhos em geral pecam tanto quanto (ou mais do que) as pessoas a quem costumam pregar.
Se o que você leu até agora ainda não é suficiente para convencê-lo, ainda há mais: certos cristãos são muito esquisitos. É só dar uma olhada nos programas evangélicos exibidos na televisão. Alguns deles complicam muito o meu trabalho. Em tese, remo no mesmo barco, mas confesso que fico tentado a fazer piada das muitas bobagens que vejo.
Não é de admirar que não-cristãos assistam a esses programas só para rir. Sei que há muitos ministérios cristãos sérios que ocupam espaços na grade de horários da televisão, e dou o maior apoio. Mas, sejamos sinceros, existe muita coisa bastante bizarra para ver.
Se você se sente ofendido com o que acabou de ler, peço que coloque a mão na consciência e seja franco: já reparou no jeito que muitos televangelistas se vestem? Junte-se a isso a maquiagem forte e o cabelo cheio de laquê das mulheres desses pastores-apresentadores. Parece até um cafetão acompanhado de uma perua — é possível até que um cafetão e uma perua de verdade se vistam e se maquiem melhor.
Isso sem falar no grande engodo que é o discurso antibíblico: “Deus quer que seus filhos sejam ricos, por isso posso andar por aí em carros de luxo”. Para completar, eles ainda pregam no melhor estilo vou-pegar-seu-dinheiro, finalizando todas as falas com aquele “amém?” constrangedor. “Jesus ressuscitou dentre os mortos, amém? E ele está pronto para perdoar seus pecados, amém? Clame pelo Senhor agora, amém?”. Isso me embrulha o estômago, amém?
O que é isso?
O pior de tudo, porém, é o potencial de certos evangélicos à hipocrisia mais nojenta. São capazes de dizer uma coisa e fazer outra completamente diferente. Isso não apenas macula o nome de Jesus, como também fornece mais munição para esse mundo incrédulo usar contra o corpo de Cristo. É como o sujeito que procurou certo pastor protestante e perguntou:
— Pastor, será que o senhor faria o funeral de meu cachorro?
— Não fazemos funerais de cachorros — o pastor respondeu.
— Que pena — disse o homem, aparentemente decepcionado, mas rindo por dentro. — Eu estava disposto a fazer uma oferta de 100 mil para a igreja. Pelo jeito, terei de procurar outra.
— Opa, espere um pouquinho — reagiu o pastor. — Por que você não disse antes que seu cachorro era protestante?
Essas são algumas das razões pelas quais não gosto de muitos cristãos. Para falar a verdade, muitos deles também não gostam de mim. Dizem que sou radical demais. Que minha teologia é rasa. Que sou bom mesmo é de marketing. E meu pecado imperdoável: sou pastor de uma “megaigreja” (o que, automaticamente, faz de mim um egocêntrico que só se preocupa com dinheiro).
Agora que meus motivos já estão expostos, podemos começar. Espero que cheguemos aonde Deus deseja: um lugar que, provavelmente, não é o que ocupo agora. De qualquer maneira, sinto-me melhor depois de desabafar. Obrigado pela atenção que me dispensou até agora.
O cristão de quem menos gosto
Se você acha que minha cisma é apenas com evangélicos de outras igrejas, está enganado. Quando olho para minha igreja, encontro muitas pessoas das quais também não gosto. Não tenho o menor interesse em saber o que querem e como vivem. Fico bastante perturbado com isso, doente mesmo.
Há um tipo de cristão que considero o pior de todos, disparado. É o que mais me aborrece. Tira meu sono. Embrulha meu estômago. O cristão que mais detesto… sou eu!
Não estou brincando. Detesto muitas coisas em mim. Detesto ser menos do que aquilo que Cristo deseja. Tenho nojo de mim quando digo coisas que não deveria e que são incoerentes com a Palavra de Deus.
Detesto quando, na condição de líder, tomo decisões que magoam as pessoas. Detesto quando minhas atitudes pecaminosas magoam os seguidores de Cristo e afugentam os não-cristãos. Detesto essas coisas que vejo em mim.
Livro: Confissões de um pastor / Editora: Mundo Cristão
Paul Washer - Uma Palavra aos Jovens (7)
Posted by: Iva Toledo in Adversário, bíblia, Deus, juventudeFUJA DAS PAIXÕES DA MOCIDADE
- Paul Washer
PROCURE COMPANHEIROS DEVOTOS
. . Correndo o risco de lhe ofender, eu devo dizer que se você for jovem, há provavelmente muitas coisas tolas ainda amarradas em seu coração (Provérbios 22: 15). Se as maiores influências em sua vida são outros jovens como você, então você é um companheiro de tolos e está andan-do um caminho perigoso. As Escrituras ensinam uma verdade que pode salvar vidas, mas que é muitas vezes negligenciada hoje:
- Paul Washer




